Saturday, February 09, 2008

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Monday, December 24, 2007

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Comedy
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Thursday, November 29, 2007

Slimmy - NOVEMBER

Thursday, June 15, 2006

LOVE BOAT

Longe se situam os tempos
Onde esta coisa pura e bela
Que em torno de um remoinho
Circula num barco à vela

Adormecido em tempos esteve
De um simples nada acordou
Leve como uma pena
Neste barco reembarcou

Nesta atmosfera queimada
Tu me foste acompanhando
Sem saber o que me espera,
Navego, vou sonhando!



Pela tua linda beleza
Eu me apaixonei
E neste lindo barco
À deriva continuarei



Esta é a pura beleza
É a tua beleza (pura)
Este é o reflexo dos meus olhos
Embelezados e ofuscados
Por tão nobre sentimento

Olhos que refletem
A beleza e o brilho
Que me ofusca, me ilumina
E fascina
Me despedaça e me pica
E que me fura o coração
E uma brisa se levanta
Suave... leve...
Pura... livre
Livre como o ar que sai do balão.

Tu és a luz que me ilumina
Nos meus sonhos perdidos
Onde me perco na procura
Da paz, da pomba...
De uma pomba branca e bela

Este é outro pedaço de mim
Que hoje está feliz
Finalmente me libertei...
Os meus olhos encontrei...
Obrigado
Estou a ficar cansado
Falta pouco para dormir

Apenas me falta agradecer
A este carreiro alcatroado
Que noite após noite
As pernas me vai libertando
E os pensamentos movimentando
Nele sonho e acordo
Agarrado ao sonho
Com o qual (por vezes) não sonho

Nele aprendo e reflito
Penso e medito
Corro e camino
E me encontro novamente
Perdido a pensar em ti
Neste carreiro ensombrado
Ténue e embriagado
Pelo brilhante nevoeiro

E para começo do recomeço
Não está nada nada
Está um pouco muito
Talvez mais que um pouco
Talvez menos que muito

Agradeço à frutinha
Que me embriaga a censura
E liberta a minha alma
Aquecendo esta veia
Com beleza pura (a tua)

Este é o material recalcado
Que agora se liberta para nos ouvir
Os comentários belos ou retraídos
Dependentes de amor

Agora sonho,
Já está na hora
De sonhar
Num sonho real...

Monday, April 10, 2006

Tempestade


Quero começar por descrever
Por lindas palavras
A Beleza
Que meus olhos
Jamais alcançaram
No amor do nosso tempo
Quando relâmpagos se vêem
E trovões se ouvem
Ao longe
No brilho dos teus olhos
E algo mais

Passamos noites e horas
Dias e segundos juntos
Trocamos beijos e sorrisos
Olhares e palavras
Que nos alegram
Que nos magoam.
Afastamo-nos lentamente
Damos um passo atrás
E seguimos nosso rumo.

Faço-me à estrada
Lentamente
Numa caminhada
Hoje mais longa e dura
O chão fogemente velozmente
Segundo após segundo
Milímetro após milímetro
No suplício do tempo
Que não me encontra nunca
Ou não me deixa encontrar

Na tempestade da madrugada
Bons ventos
Vão chegando de longe.
Dois passos à frente do tempo
Que me deixou
Entregue a mim p´roprio
Quando procuro redenção
E tu me absolves
Com um beijo
Morno, quente
Bem fervido
Fruto do momento
Na época do nosso tempo!

Nossos corpos se juntam
Noite fora sem dormir
Longe de ti,
Longe de mim.
Ficamos juntos agora
Amanhã e para sempre
Serás sangue do meu sangue
Quando em ti me sinto
No coração ou no corpo
E em todos os poros
Que respiram amor
Na tua pele macia
Que toco
Quando te beijo
Ou te olho
No fundo da tua alma!

Atentamos ai pudor
De olhos que nos reprimem
Quando nos vêem e não nos sentem
Juntos na maré do tempo
Na brisa do vento
Que sopra forte
E altera a corrente
Do marinheiro solitário no mar alto
Encontramo-nos num beijo
Solitário e baleado
Por olhares que não nos vêem
Subimos as escadas
E estradas
Rumo ao paraíso!

Pecamos neste mundo
De punições constantes
À janela da nossa alma
A língua do nosso amor
Entregamo-nos mutuamente
Em beijos ternos e meigos
Suspiros leves, inaudíveis
A um mortal ser humano
Em beijos já secundados
Por profundos gemidos...
Que ninguém ouve
Ninguém sente
Apenas nós
E o nosso amor
Aqui tão perto
E lá tão longe

Friday, April 07, 2006

Amar


Voltei aqui
A essa casa que tão bem conheço
Sem nada para dizer
De especial
Apenas para te ver
E tua voz ouvir
Cem lágrimasa cair
No meu rosto
Sem te ver.

Volto, piso de novo
O tapete desta sala
Que nos sentiu cair
A rir...
De felicidade!

Escrevo nesta folha
Enquanto por ti espero.
Que desças...
E interrompas esta solidão
Que nem a Mia me tira!

Ela está perto de ti
Aí por cima
E eu só,
Com uma caneta e um guardanapo
A tentar
Escrever de novo
Poesia para ti.

Bem sei que não consegui
O que em poemas escrevi
Mas não deixarei de tentar
Provar
A minha forma de amar
E de estar
Inocentemente
Pela minha saúde,
Sem te querer mal.



Ela volta, mas tu não!!
Por ti eu espero
Continuar uma relação
Que negas existir
E eu me nego a acreditar
Que o tempo nos vai separar.
Parece que vais descer
E eu vou deixar de escrever
E este poema acabar
Apenas a dizer
Para rimar
Que te quero e vou...
AMAR!!!

Sombra





Sou aquela que passa
E ninguém vê...
Sou a que chamam de triste
Sem o ser...
Sou a que chora
Sem saber porquê...
Sou talvez
A visão
Que alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo
P'ra me ver
E que nunca na vida
Me encontrou"

"Quem nos deu asas
Para andar de rastos?
Quem nos deu olhos
Para ver os astros
Sem nos dar os braços
Para os alcançar"

Ultimo acto


E por acidente te escrevo,
Sentado ou deitado
Numa cama ou no chão,
Com ou sem colchão,
E com uma dor no...
No peito,
Assim me encontras
Quando dou um último suspiro
E me falha a voz
Num último ... grito!!!


Foi por um rasgo que comecei
E num outro acabarei
Por tua presença pedir
Quando longe estás,
E não chegas perto
Ou não te deixas chegar!
Será que por medo de amar??

Assim me vês
Paraliticamente paralisado
Na eminência da satisfação
De um último desejo,
Enquanto vivo
E te procuro...
Tu caminhas lá longe!!!

Agora chegou o tempo de partir
Para as lembranças sofríveis
De erros cometidos
E oportunidades de amor perdidas!!!
Neste tempo que não resultou,
E no próximo que não resultará.
No limite eu te escrevo,
E não mais te desejo.
Assim nasce um poeta...
Um sonhador...
Assim morre um sonho...
Por acidente...



....
....
...



Espero voltar a conduzir
Desta vez,
Um outro barco
Num outro mar
Num outro tempo
Que me espere...
Por continuar a viver
Talvez volte a conduzir-te,
Mas... com outros remos
Com outros cuidados
Voltando, às memórias do tempo
Para não me afogar de novo
Em tempestades previstas.


Por imagens comecei
O que por palavras vou acabar,
Sem andar ao sabor do vento,
Num barco já sem vela
Furada por um corvo
Que comigo não foi justo!
Neste tribunal vivo
Apresentarei recurso
E espero a absolvição
Na certeza
De mais rico ficar...
Empiricamente falando
Empiricamente escrevendo!

Assim sobreviverei
Porque sem vela,
À deriva vou continuar
No sentido exacto do tempo
Que me levará noutra viagem

Com um beijo me despeço
Do amor que já esqueci!

Thursday, February 02, 2006

Shadow

“ por detrás de cada homem há sempre muito da sombra que o Ama”



Deixaste-me só
Perdido neste universo
De seres estranhos ao meu corpo.
Abandonaste-me
No mesmo momento
Que o sol deixou de brilhar!
A luz que ilumina a retina
Não é a mesma.
Meus olhos quase fechados
Protegidos apenas
Não mais te conseguem ver,
Sentir
A tua presença
No reflexo do meu corpo.

Ao luar
Numa noite perdida
Apareces de novo
Muito discreta e linda.
Ninguém te vê
Ninguém te ouve
Apenas eu te sinto
Na escuridão desse momento
Tão nosso
Amamo-nos para sempre
Nunca seremos um só.
O meu corpo será teu
E tu serás minha
Sombra
Que persigo e te encontro
No raiar do dia
Perfeito!

Só tu me vês assim
Num jeito muito teu
Tão particular como eu
Olhas-me de alto a baixo
Cercas-me
E sinto um aperto no coração

O sol brilha intensamente
Torna-te mais bela ainda
Não te consigo resistir
E separar-me de ti
Nem tu de mim
Os laços que nos unem
Envolvem todo um mundo
Que é nosso
Lindo, meigo e muito familiar.

A chuva começa a cair
Lentamente, pingo após pingo.
Nossos rostos ficam molhados
E o sol deixa de brilhar
Mas não parece
Tu continuas cada vez mais linda
Brilhando à intensidade
De um raio solar intenso
O sol não desapareceu
Apenas deixou de ser ele
A Estrela
Mais brilhante que me ilumina
A tua luz
Ofusca
Qualquer outra estrela
Que me queira iluminar!

Adoro-te
Quero-te sempre
Contigo sinto.me vivo
Tu me segues
E eu me deixo seguir
Por ti
Apenas por ti
Não procuro outra sombra
Que não seja a tua
Que não seja eu



És a minha outra face
Que ninguém vê
O sono
Que ninguém dorme
O sonho
Que ninguém sonha
A água que ninguém bebe
E o sol que não aquece
Qualquer outro mortal vivo.
És a lua
Que caminha suave
Entre nuvens perfeitas
A estrela
Que ilumina
A minha estrada
Que só caminho
Ao teu encontro.

Alma gémea do meu ser
Tu preenches
A minha folha de papel
Com palavras
Que vão descendo do coração
E aqui caiem
Sombra da noite bela
Ou beleza que na noite te encontras
Nem sempre assim.
Elas te dizem
De uma só vez
O que te quero dizer
Apenas a ti.
Eu te amo
Eu t’adoro
E para sempre
Serei tua sombra!!!